Espalhadas pela Sardenha, as torres de pedra conhecidas como nuraghes despertam o interesse de Antonella Giancoli, da Benarrivati. Erguidas pela civilização nurágica, elas somam cerca de sete mil exemplares preservados em diferentes condições pela ilha, enquanto seus usos ainda são objeto de interpretação arqueológica
Espalhadas por toda a Sardenha, cerca de sete mil torres de pedra construídas a partir da Idade do Bronze permanecem como uma das marcas arqueológicas mais características da ilha. Erguidas pela civilização nurágica, que não deixou registros escritos conhecidos capazes de explicar diretamente essas construções, elas continuam levantando questões sobre as diferentes funções que desempenharam ao longo do tempo.
Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, conta por que inclui os nuraghes nos roteiros pela ilha, tratando justamente a combinação entre aquilo que a arqueologia já conseguiu compreender e as perguntas que permanecem abertas como parte do interesse da visita.
Uma civilização conhecida também pelas construções que deixou
Os nuraghes começaram a aparecer durante a Idade do Bronze, com desenvolvimento particularmente importante entre aproximadamente 1600 e 1200 a.C. As torres, geralmente de formato troncocônico, eram erguidas com grandes blocos de pedra sobrepostos sem argamassa e podiam integrar estruturas muito mais complexas.
O complexo de Su Nuraxi, em Barumini, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1997, é considerado um dos exemplos mais completos desse tipo de arquitetura. O conjunto reúne uma torre central, originalmente com mais de dezoito metros de altura, quatro torres secundárias, estruturas defensivas e vestígios de um povoado ao redor.
Por que ela considera as perguntas parte do interesse
Para Antonella, a ausência de uma única explicação capaz de resumir o papel de todos os nuraghes torna a visita mais interessante. Características defensivas e residenciais são reconhecidas em diferentes estruturas, enquanto os complexos também ajudam a compreender aspectos sociais e políticos das comunidades que os construíram.
“Gosto de mostrar os nuraghes sem tentar transformar tudo em uma resposta fechada. A arqueologia já permite compreender bastante sobre essas construções, mas ainda existem perguntas sobre como cada estrutura foi utilizada ao longo do tempo. Essa combinação entre conhecimento e descoberta costuma despertar uma curiosidade muito interessante durante a visita”, diz Antonella Giancoli.
Uma presença que marca a paisagem da ilha
Além dos grandes complexos arqueológicos abertos à visitação, nuraghes aparecem em diferentes pontos da Sardenha, de áreas rurais a regiões próximas de cidades e estradas.
Essa presença permite que a curadoria da Benarrivati conecte alguns desses sítios a trajetos que já percorrem outras partes da ilha, sempre considerando as condições de acesso e a relevância de cada estrutura.
Incluir os nuraghes no roteiro é, para Antonella, uma forma de apresentar a Sardenha por uma história que antecede em milênios muitos dos elementos hoje mais associados à ilha, ampliando a leitura do destino para além de seu litoral.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.









