O Brasil está se mobilizando para enfrentar a urgência climática com um apelo à comunidade internacional para um mutirão global. Essa iniciativa foi destacada pelo embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, que ocorrerá em Belém em novembro de 2025. A mensagem central é clara: a mudança climática é uma realidade que não pode ser ignorada, e a ação coletiva é essencial para mitigar seus efeitos. O embaixador enfatiza que a mudança será inevitável, seja por escolha ou por catástrofe, caso o aquecimento global não seja controlado.
A proposta de um mutirão reflete a cultura brasileira, que incorpora o conceito de “motirõ”, um termo tupi-guarani que representa a união da comunidade em torno de um objetivo comum. Essa abordagem busca engajar governos, sociedades e setores econômicos em um esforço conjunto para enfrentar os desafios climáticos. A ideia é que, ao trabalhar em conjunto, será possível reescrever um futuro mais sustentável e resiliente.
O documento divulgado pela presidência da COP30 apresenta um histórico das negociações climáticas e o contexto geopolítico atual, que é marcado por tensões e incertezas. A carta convoca a comunidade internacional a se unir em uma nova aliança contra a mudança climática, destacando a necessidade de um esforço coletivo para enfrentar um inimigo comum. Essa união é vista como fundamental para garantir que as ações necessárias sejam implementadas de forma eficaz.
A urgência climática é um tema que permeia as discussões globais, e a COP30 no Brasil será uma oportunidade para alinhar esforços em todo o mundo. O embaixador Corrêa do Lago menciona que a conferência pode ser um marco para unir diferentes setores, desde governos até pequenas empresas, em torno de um objetivo comum. Essa colaboração é vital para que as soluções propostas sejam implementadas de maneira eficaz e atinjam as comunidades que mais precisam.
Além disso, a COP30 será a primeira conferência a ocorrer na Amazônia e em um momento em que o mundo já ultrapassou o limite de aquecimento de 1,5 grau Celsius. Isso torna a agenda de ação ainda mais urgente, com foco na conservação e recuperação das florestas, bem como na promoção de soluções para cidades e energia. O Brasil pretende destacar a importância de ações concretas que possam ser implementadas imediatamente.
A carta também menciona a necessidade de um “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, que delineará como o mundo pode alcançar um financiamento de US$ 1,3 trilhão anuais para impulsionar a descarbonização, especialmente em países em desenvolvimento. Essa meta ambiciosa requer a colaboração de diversos setores e a mobilização de recursos financeiros significativos.
O setor privado também desempenha um papel crucial nessa luta. Durante um evento em Brasília, Corrêa do Lago destacou que muitos representantes da indústria americana estão comprometidos com as diretrizes do Acordo de Paris, mesmo que o governo dos EUA não esteja alinhado. Essa disposição do setor privado para agir em prol da sustentabilidade é um sinal positivo de que a mudança é possível.
Em resumo, o Brasil apela para um mutirão global para enfrentar a urgência climática, destacando a importância da ação coletiva e da colaboração entre diferentes setores da sociedade. A COP30 em Belém será uma oportunidade única para unir esforços e implementar soluções que possam mitigar os efeitos da mudança climática. A mobilização em torno desse tema é essencial para garantir um futuro sustentável e resiliente para as próximas gerações.