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Calendário do Bolsa Família de julho: veja quando cai o pagamento e como funciona em Mogi das Cruzes

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Depósitos seguem a ordem do NIS e começam no dia 20; cidade tem seis unidades de CRAS para orientar famílias sobre cadastro e benefícios

Milhões de famílias brasileiras aguardam, todos os meses, a liberação do Bolsa Família pela Caixa Econômica Federal, e julho não é diferente. O calendário de pagamentos deste mês segue o padrão adotado desde a reformulação do programa: os valores são disponibilizados nos últimos dez dias úteis, de forma escalonada, conforme o número final do NIS (Número de Identificação Social) de cada beneficiário. Em Mogi das Cruzes, onde o programa tem forte presença entre famílias de baixa renda, a rede de CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) segue funcionando como principal porta de entrada para dúvidas sobre cadastro, atualização de dados e liberação de parcelas. Entender a lógica do calendário e os valores pagos ajuda a evitar filas desnecessárias e a planejar melhor o orçamento doméstico.

A programação de julho começa no dia 20, quando recebem os beneficiários com NIS final 1. A partir daí, os depósitos seguem em sequência: final 2 recebe no dia 21, final 3 no dia 22, final 4 no dia 23 e final 5 no dia 24. Depois de um intervalo pelo fim de semana, o calendário retoma na segunda-feira: final 6 no dia 27, final 7 no dia 28, final 8 no dia 29, final 9 no dia 30 e, por fim, final 0 no dia 31 de julho, encerrando o ciclo do mês. Essa lógica se repete todos os meses, com exceção de dezembro, quando o governo antecipa o calendário para garantir que as famílias recebam antes das festas de fim de ano.

Quem tem direito e quais são os valores pagos pelo programa

O Bolsa Família é destinado a famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, ou seja, núcleos familiares com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Para ter acesso ao benefício, é obrigatório manter o cadastro atualizado no Cadastro Único (CadÚnico), a base de dados do governo federal usada para identificar famílias em vulnerabilidade social. Além da atualização cadastral, os beneficiários precisam cumprir condicionalidades como manter crianças e adolescentes matriculados e frequentando a escola, seguir o calendário de vacinação em dia e, no caso de gestantes, realizar o acompanhamento pré-natal. O descumprimento dessas exigências pode levar ao bloqueio ou até ao cancelamento do benefício, por isso a orientação de assistentes sociais nos CRAS é fundamental para famílias que têm dúvidas sobre o processo.

Em relação aos valores, o programa garante um piso de R$ 600 por família, somado a adicionais que variam conforme a composição do grupo familiar. Crianças de até 6 anos garantem um acréscimo de R$ 150 cada, enquanto crianças e adolescentes de 7 a 18 anos somam R$ 50 por integrante. Gestantes e nutrizes, mulheres que estão amamentando, também recebem um adicional de R$ 50. Já o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês com até seis meses de idade, criado especificamente para apoiar a alimentação nos primeiros meses de vida da criança. Somados, esses adicionais podem elevar significativamente o valor final recebido por famílias numerosas, o que explica por que o acompanhamento correto do cadastro é tão relevante para quem depende do programa.

O papel dos CRAS de Mogi das Cruzes na orientação das famílias

Mogi das Cruzes conta com uma rede descentralizada de CRAS espalhada por diferentes regiões da cidade, entre elas as unidades do Centro, César de Souza, Vila Brasileira, Vila Nova União e as duas unidades de Jundiapeba. Essa distribuição busca aproximar o atendimento das famílias, evitando que o cidadão precise se deslocar até o centro da cidade para resolver questões relacionadas à assistência social. Cada unidade conta com equipe formada por assistentes sociais, psicólogos e pedagogos, responsáveis por realizar o cadastro inicial no CadÚnico, atualizar informações de famílias já cadastradas e emitir segunda via do NIS quando necessário.

Além do atendimento presencial, os CRAS orientam sobre situações mais específicas, como o pedido de reversão de cancelamento do Bolsa Família, procedimento buscado por famílias que tiveram o benefício suspenso por inconsistência de dados ou por não terem atualizado o Cadastro Único dentro do prazo. Nesses casos, a orientação de um profissional evita que a família perca meses de benefício por um problema simples de regularização cadastral. Quem prefere resolver a questão sem sair de casa também pode recorrer aos canais oficiais do governo federal, como o número 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, ou o 111, canal de atendimento da Caixa Econômica Federal responsável pelo pagamento do programa.

Para quem já recebe o benefício, vale lembrar que os valores ficam disponíveis para movimentação por até 120 dias após a liberação, o que dá certa flexibilidade a quem não pode sacar exatamente na data prevista. O saque e as consultas podem ser feitos pelo aplicativo Caixa Tem, sem necessidade de comparecer a uma agência bancária, e o cartão do programa também pode ser usado diretamente em compras no comércio, por meio da função débito. Manter o CadÚnico em dia continua sendo a recomendação mais importante para qualquer beneficiário, já que é esse cadastro que determina a permanência da família no programa e o valor exato que ela tem direito a receber a cada mês.

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